A Anvisa é a agência do governo brasileiro que protege a saúde da população, que, dentre outras funções, registra e autoriza novos produtos, fiscalizando sua fabricação e venda, monitora possíveis riscos após o lançamento e cria regras para manter padrões de qualidade.
No dia 13 de novembro de 2025, um novo medicamento para miastenia foi aprovado: o inebilizumabe, que é produzido pela AMGEN com o nome comercial de Uplizna.
A miastenia gravis é uma doença rara em que o corpo, por engano, produz anticorpos que atrapalham a comunicação entre os nervos e os músculos. Isso causa fraqueza muscular que pode variar ao longo do dia. Existem dois tipos principais desses anticorpos: os chamados anti-AChR (mais comuns) e os anti-MuSK (menos frequentes).
O inebilizumabe é um novo medicamento que age eliminando certas células de defesa chamadas células B, que são justamente as responsáveis por produzir esses anticorpos. A ideia é que, ao reduzir essas células, os sintomas da doença também diminuam.
A Johnson & Johnson anunciou em 30.04.25 que a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) aprovou o IMAAVY™ (nipocalimabe-aahu) para o tratamento de miastenia gravis generalizada (gMG) em adultos e pacientes pediátricos a partir de 12 anos que são positivos para anticorpos anti-receptor de acetilcolina (AChR) ou anti-quinase específica do músculo (MuSK). Esta aprovação baseia-se em dados do estudo pivotal Vivacity-MG3 e sua extensão aberta em andamento, que demonstraram que o IMAAVY, um anticorpo monoclonal bloqueador de FcRn, proporcionou controle duradouro da doença e alívio dos sintomas para pacientes com gMG. Com uma robusta margem de lucro bruto de 68,9%, a Johnson & Johnson demonstrou sua capacidade de comercializar efetivamente tratamentos inovadores enquanto mantém a lucratividade.
Miastenia gravis: demora no diagnóstico e opções terapêuticas específicas são desafios para controle

“Pacientes que até conseguem gerar força, mas não conseguem mantê-la”, comenta Marcondes França, neurologista especializado em doenças neuromusculares e professor do Departamento de Neurologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ele foi um dos participantes de um episódio do podcast "Miastenia Gravis, uma iniciativa da Johnson & Johnson, que contou também com Andréa Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Miastenia (Abrami). A mediação foi da jornalista especializada em saúde, Natalia Cuminale, fundadora e diretora de conteúdo do Futuro da Saúde.
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