A miastenia gravis é uma doença rara em que o corpo, por engano, produz anticorpos que atrapalham a comunicação entre os nervos e os músculos. Isso causa fraqueza muscular que pode variar ao longo do dia. Existem dois tipos principais desses anticorpos: os chamados anti-AChR (mais comuns) e os anti-MuSK (menos frequentes).
O inebilizumabe é um novo medicamento que age eliminando certas células de defesa chamadas células B, que são justamente as responsáveis por produzir esses anticorpos. A ideia é que, ao reduzir essas células, os sintomas da doença também diminuam.
Um grande estudo internacional testou esse medicamento em pessoas com miastenia gravis. Os pacientes foram divididos em dois grupos: um recebeu o inebilizumabe e o outro recebeu placebo (um tratamento sem efeito). O acompanhamento durou entre seis meses e um ano, dependendo do tipo de anticorpo que cada pessoa tinha.
Os resultados mostraram que quem tomou o inebilizumabe teve melhora significativa na força e nas atividades do dia a dia, comparado ao grupo placebo. Essa melhora foi medida por escalas que avaliam a gravidade da doença. Além disso, os benefícios se mantiveram ao longo do tempo, especialmente nos pacientes com anticorpos anti-AChR.
Quanto à segurança, os efeitos colaterais mais comuns foram leves, como dor de cabeça, tosse, resfriado e infecção urinária. Não houve aumento de problemas graves em comparação ao grupo placebo.
Portanto, o inebilizumabe mostrou ser um tratamento promissor para pessoas com miastenia gravis, ajudando a reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida, com um perfil de segurança considerado aceitável.
Esperamos que esse medicamento já foi submetido para aprovação pela ANVISA.
Vamos torcer para que seja em breve!
Fonte: Portal Afya