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O timo é uma glândula situada no tórax, atrás do osso esterno e faz parte do sistema imunológico. É onde a maturação de um tipo de célula de defesa, o linfócito T, essencial para a resposta imunológica do organismo.

Local da glândula timo

Situado na porção superior do mediastino anterior, limita-se, superiormente com a traquéia, a veia jugular interna e a artéria carótida comum; lateralmente com os pulmões e inferior e posteriormente com o coração.

Sua cor é variável, vermelha no feto, branco-acinzentada nos primeiros anos de vida e tornando-se depois, amarelada. O timo, plenamente desenvolvido, é de formato piramidal, encapsulado e formado por dois lobos fundidos.

timo deriva embriologicamente do terceiro e, inconstantemente, do quarto pares de bolsas faríngeas, juntamente com o par inferior de glândulas paratireóides. Não é de se surpreender que ocasionalmente uma ou duas paratireóides estejam incluídas dentro da cápsula tímica, aberração essa que pode importunar o cirurgião que opera as paratireóides.

Por ocasião do nascimento pesa de 10 a 35g e continua crescendo de tamanho até a puberdade, 15 anos, quando alcança um peso máximo de 20 a 50g. Daí por diante, sofre atrofia progressiva até pouco mais de 5 a 15g no idoso. Essa involução etária é acompanhada por substituição do parênquima tímico por tecido fibroadiposo. O ritmo de crescimento tímico na criança e de involução no adulto é extremamente variável e, portanto, difícil determinar o peso apropriado para a idade. Contudo, mesmo atrofiado, o timo continua a exercer sua função protetora, com a produção complementar de anticorpos, mesmo que nesse período seu desempenho já não seja vital, pois há uma compensação pela proteção imunológica conferida pelo baço e nodos linfáticos, ainda imaturos nos recém-nascidos.

Externamente, o timo é revestido por uma cápsula de tecido conjuntivo, de onde partem septos que dividem o órgão em numerosos lóbulos. Cada lóbulo apresenta uma capa, o córtex, que é mais escura e uma polpa interior, a medula, que é mais clara. Tanto a zona cortical quanto a medular apresentam células de estrutura epitelial misturadas com um grande número de linfócitos T, possuidores dos marcadores OKT-6 de timócitos e, ocasionalmente, células B e macrófagos. Já na medula, a densidade é menor, fato explicado que células produtoras de anticorpos nascem na porção medular, migrando depois para a região cortical, onde podem evoluir para macrófagos.

Em locais dispersos no interior da medula, as células epiteliais estão agregadas em camadas concêntricas de células ceratinizadas, criando o corpúsculo de Hassal. Dois aspectos histológicos especiais devem ser enfatizados. Folículos linfóides bem desenvolvidos de células B com centros germinativos são extremamente raros no timo normal. Quando numerosos e proeminentes, devem ser interpretados como patológicos, associados a muitos distúrbios extratímicos. As lesões morfológicas do timo estão associadas com inúmeras afecções que podem ser imunológicas, hematológicas ou neoplásicas. Felizmente, as lesões tímicas são de tipo limitado.

Em termos fisiológicos, o timo elabora uma substância, a timosina, que mantém e promove a maturação de linfócitos e órgãos linfóides com o baço e linfonodos. Reconhece-se ainda, a existência de uma ou outra substância, a timina, que exerce função na placa mioneural (junção de nervos com músculos) e, portanto, nos estímulos neurais e periféricos, sendo responsáveis por doenças musculares.